Criptografia, a pedra no caminho do FBI

Por causa da criptografia, o FBI ainda não conseguiu abrir o celular do atirador que matou 26 pessoas numa igreja em Sutherland Springs, no Texas, no domingo da semana passada. O caso se tornou semelhante ao que aconteceu em 2 de dezembro de 2015, no Inland Regional Center em San Bernardino, Califórnia, matando cerca de 14 pessoas e ferindo outras 21. Os autores do ataque eram Syed Farook e sua esposa Tashfeen Malik: o iPhone utilizado por Farook estava travado por senha e o FBI pediu à Apple informações para desbloqueá-lo, mas a empresa não as forneceu. Meses depois o FBI conseguiu acesso ao telefone. Uma das suposições é de que eles tenham sido desbloqueados pela empresa israelense Cellebrite, que dispõe de tecnologia para isso.

Christopher Combs, o agente encarregado pelo escritótio do FBI em San Antonio para chefiar as investigações, disse que seus colegas não conseguiram entrar no celular do assassino, Devin Patrick Kelley, porque está protegido por senha. “Com o avanço da tecnologia e dos telefones e a criptografia, a aplicação da lei é cada vez mais impedida de entrar nesses telefones”, disse Combs a jornalistas. Ele não forneceu mais detalhes além de dizer que o dispositivo estava sendo levado a um laboratório do FBI para análise. Ele não fornecerá nenhum dado sobre o telefone, inclusive para impedir que sua marca e modelo sejam utilizados por criminosos interessados em ocultar crimes.

Durante o ano passado, o FBI não conseguiu recuperar os dados de metade dos dispositivos móveis que capturou – mais de 6.900 telefones, computadores e tablets, disse o diretor do FBI, Christopher Wray no mês passado.

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